Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, a malária é uma epidemia que atinge 109 países e territórios, principalmente as regiões de zonas tropicais e subtropicais do planeta, com uma intensidade de transmissão que varia de muito baixa a muito alta. Este projeto de Iniciação Científica teve como principal objetivo realizar uma análise espaço-temporal sobre a evolução do número de casos de malária nas cinco Regiões Político-Administrativas do Brasil, entre os anos de 2003 e 2015. Inicialmente foi feita a compilação dos dados referentes ao número de pessoas infectadas diariamente por malária, segundo seus municípios de residências do país, entre 01/01/2003 e 31/12/2015, fornecidos pelo Sistema de Informações de Vigilância Epidemiológica – SIVEP MALÁRIA do Ministério da Saúde, por meio do Sistema Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão (e-SIC). As informações coletadas foram organizadas em um banco de dados, que posteriormente contou com a inclusão da latitude e longitude dos municípios que tiveram a ocorrência dos casos da doença. Desse modo foi possível realizar a espacialização dos dados para a produção de mapas; a seleção de variáveis de consulta ao banco de dados espacial e síntese em tabelas para análises. Apurou-se, então, que no período em questão, 4.316.978 pessoas foram infectadas por malária no Brasil. Neste intervalo de tempo houve uma queda de 65,6% em relação ao número de pessoas infectadas por malária, tendo em vista que em 2003 eram 401.058 casos e em 2015 caiu para 137.934. Das cinco regiões brasileiras, observou-se que a Região Norte foi a mais vulnerável à doença, com 4.205.264 casos (97,41%). Verificou-se que nesta região, no ano de 2007, o número total de habitantes era de 14.623.316, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2007) e 435.842 pessoas era o número de infectados por malária, o que correspondia a 2,98% desta população no respectivo ano. Em 2010, sua população aumentou para 15.864.454 habitantes (IBGE, 2010), enquanto que o número de pessoas infectadas caiu para 320.832, correspondendo a 2,02% da população regional. Portanto, avaliou-se que também houve na Região Norte do Brasil um decréscimo da malária no período de estudo. Entretanto, a quantidade anual de infectados nesta região ainda é muito alta, principalmente em relação às demais regiões do país. Esta desigualdade pode estar relacionada, entre outros fatores, a variáveis ambientais, como temperatura e chuvas, e a questões socioeconômicas que determinam a capacidade da população para enfrentar o problema. Logo, este assunto será averiguado com a continuidade deste projeto.
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