O Vale do Paraíba Paulista (VPP), inserido no Bioma Mata Atlântica, é uma área de ocupação antiga que passa por um processo de transição florestal, sendo alvo de programas de restauração florestal. Para o VPP existem diferentes classificações de uso e cobertura, como por exemplo, pelo Inventário Florestal e MapBiomas, que podem apresentar divergências. Neste estudo, são usados os dados do Inventário Florestal e do MapBiomas, a fim de investigar a divergência entre as classes destes dois estudos. O Inventário Florestal tem mapeamentos da cobertura vegetal nativa do Estado de São Paulo para 1990, 2000, 2010 e de 2020 com legenda do IBGE, disponíveis no Datageo. Já o MapBiomas possui um projeto de mapeamento anual do uso e cobertura da terra no Brasil com dados a partir de 1985 disponíveis para download em site próprio. Com o software QGIS, as classificações são interseccionadas para identificar divergências, portanto, a área de estudo nesta etapa corresponde a vegetação nativa do Inventário Florestal lida como uso antrópico pelo MapBiomas, o que corresponde a 634,26 km². Após o cálculo das áreas, a tabela de intersecção foi exportada para cálculo de porcentagem. As classes do Inventário Florestal foram resumidas a vegetação nativa, sendo que 70,71% da classe de Mosaico de Usos (onde não é possível diferenciar pastagem de agricultura) pelo MapBiomas é classificada como vegetação nativa do Inventário, e 19,99% da Pastagem do MapBiomas é classificado como vegetação nativa do Inventário. As outras classes são menos expressivas, mas apresentam divergências, inclusive Café com 0,97%. O processo inverso também foi realizado, estima-se que todas as classes do Inventário possuem Mosaico de Usos com maior porcentagem entre as classes de uso antrópico do MapBiomas, salvo Refúgio Ecológico com Pastagem. Sugere-se para próximas etapas deste estudo, a análise das assinaturas espectrais por imagens de satélite de 2020, bem como uma comparação com outras classificações existentes para melhores resultados.
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