O Relatório de Atividades 2016-2017, que temos o prazer de apresentar, traz os principais resultados e ações da Rede Clima no período e consolida o processo de reestruturação do programa, com forte ênfase na interdisciplinaridade e na transversalidade de suas pesquisas. Estruturada inicialmente em 10 sub-redes temáticas, a Rede Clima vem, ao longo de seus dez anos de atuação, se adequando às necessidades e demandas do Estado brasileiro, da comunidade científica e da sociedade. Fazem parte dessa adequação a criação de outras 6 sub-redes*, sendo a mais recente delas a de Políticas Públicas, que vem contribuir com o aprimoramento e alinhamento das agendas política e científica, no contexto das ações e diretrizes de encaminhamento das mudanças do clima. Além dos desafios específicos às suas diferentes áreas temáticas, a Rede Clima terá que responder cada vez mais à necessidade de maior integração de suas ações de pesquisa, produzindo e compartilhando o conhecimento gerado nas sub-redes . Isso já está acontecendo. Em 2016, a Rede Clima se organizou em dois grandes projetos integrativos (PIs), com focos na Segurança Hídrica, Energética e Alimentar (PI-SHEA) e na Segurança Socioambiental (PI-SSA). Os projetos integrativos respondem, portanto, à necessidade de articular análises que contemplem a transversalidade da temática das mudanças climáticas. Apesar de recentes, os PIs já se encontram avançados em seus estudos. Nesta primeira fase, atendendo a uma demanda do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), as atividades têm como sítio de estudo a Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. A escolha dessa área se deu em função de vários fatores tais como: (i) o elevado potencial de conflitos resultantes das diferentes demandas de utilização da água, transformado o sistema num objeto de desenvolvimento científico privilegiado; (ii) a necessidade de implementação de medidas de revitalização da Bacia do São Francisco, a partir do projeto de transposição; (iii) o papel-chave da bacia na adaptação de uma vasta região do semiárido do Nordeste; e (iv) a incidência de diversas áreas consideradas suscetíveis à desertificação. Em atividade não menos desafiadora, a Rede Clima participará, até 2020, da elaboração da Quarta Comunicação Nacional do Brasil à UNFCCC, revendo o Inventário Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa, produzindo cenários de projeção climática atualizados, e reavaliando as vulnerabilidades e as medidas de adaptação para o país. Com um horizonte de médio prazo, a Rede Clima está igualmente gerando subsídios científicos para a implantação no Brasil da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, através, entre outros, da participação em diferentes grupos temáticos para a implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Por fim, destacamos que a inclusão da Rede Clima no Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, em junho de 2017, é mais um importante passo na construção coletiva de soluções de adaptação às mudanças climáticas. Boa leitura. Moacyr Araujo e Jean Ometto. Coordenadores da Rede Clima
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