O objetivo deste trabalho foi analisar o perfil vertical da concentração de dióxido de carbono (CO2) em uma área de caatinga preservada no Semiárido brasileiro. Foram realizadas medidas da concentração de CO2 aos 0,5 m, 2,0 m, 7,0 m e 16,0 m, entre novembro e dezembro de 2014, em uma torre micrometeorológica instalada em uma área de caatinga preservada, em Petrolina, PE. Para isso foi utilizado um analisador de gás ao infravermelho (LI-840A). Também foram realizadas medidas do perfil de vento, temperatura e umidade relativa do ar, assim como da precipitação e da umidade do solo. Os dados médios diários da [CO2] apresentaram mesmo comportamento nos quatro níveis medidos, com concentrações de 366,4 ppm, 365,9 ppm, 364,7 ppm e 364,1 ppm, respectivamente nos níveis de 0,5, 2,0, 7,0 e 16,0 m. Valores mais elevados da [CO2] foram verificados logo após os eventos de precipitação, que foram nove durante o período de estudo, totalizando 56,1 mm. Os dados médios horários da [CO2] foram mais elevados durante o período noturno nos níveis de 0,5 (372,7 ppm) e 2,0 (372,4 ppm) metros, enquanto durante o período diurno os valores médios da [CO2] oscilaram em torno de 360 ppm para os quatro níveis avaliados. As diferenças da concentração de dióxido de carbono ([CO2]) no perfil vertical de uma área de caatinga preservada são pequenas, evidenciando uma mistura de ar cujas características são similares. Porém, após eventos de precipitação com lâminas de água superiores a 20 mm por dia constata-se intensa atividade do ecossistema, principalmente durante a madrugada, quando ocorrem as maiores diferenças da [CO2] entre os perfis estudados, com maiores valores mais próximos à superfície do solo. Durante o período de medidas, notou-se que a concentração de CO2 diminuiu com a altura dos níveis, principalmente logo após a ocorrência de chuvas, sugerindo que as maiores emissões de dióxido de carbono são resultados de processos no solo.
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