A revolução Industrial trouxe consigo diversos danos ao meio ambiente, sendo um deles as emissões de poluentes, gerados pela utilização de carvão e petróleo. Diariamente é introduzido na atmosfera diversas espécies químicas, decorrentes de processos naturais e antrópicos. O presente trabalho teve como objetivo caracterizar quimicamente o aerossol local da cidade de São José dos Campos/SP, em suas frações fina (MP2,5) e grossa (MP2,5-10), afim de identificar algumas espécies químicas em sua fração solúvel no período chuvoso (março/2010) e seco (julho/2010). Para tal foi coletado material particulado com frequência diária utilizando um amostrador dicotômico que foi instalado no INPE ( Instituto de Pesquisas Espaciais) em São José dos Campos/SP, sobre o edifício CEA (Ciências Espaciais e Atmosféricas) a cerca de 10 metros do solo. Nessas amostras, foram dosados os ânions maiores (Cl-, NO3- e SO42-), nos extratos aquosos de ambas as frações, utilizando a técnica de cromatografia líquida de troca iônica. Os resultados do íon cloreto no período seco foram de 0,068mg.g-1 na fração fina e 7,95 mg.g-1 na grossa, com relação ao período chuvoso os valores das frações foram de 2,66mg.g-1 para a fina e 16,97 mg.g-1 para a grossa, indicando predominância na fração grossa para os dois períodos, porém foi observado maiores concentrações no período chuvoso, para ambas as modas. O mesmo pode ser observado para o íon nitrato, cuja concentração foi de 24,69 mg.g-1 na fração fina e 39,63 mg.g-1 na grossa para o período seco, e de 20,7 mg.g-1 para a fração fina e 34,5 mg.g-1 grossa no chuvoso, tendo também maiores concentrações nas frações grossas, e um aumento menos significante nas concentrações do período seco. Em relação ao sulfato, as concentrações foram 141,7 mg.g-1 na fração fina e 29,3 mg.g-1 na grossa para o período chuvoso e 85,04 mg.g-1 fina, 27,01 mg.g-1 grossa no período seco, sendo predominante sua concentração no período chuvoso e na fração fina em ambos períodos. Desse modo, pode-se concluir que o sulfato, no extrato aquoso é predominantemente de origem antrópica por se encontrar principalmente na fração fina. O cloreto, nessa região é encontrado na fração grossa indicando ser provavelmente de origem marinha. Com relação ao nitrato, observa-se uma participação equivalente nas duas frações mostrando que, além de um componente natural, existe uma contribuição antrópica não desprezível.
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