A definição de um local para um futuro parque eólico é um processo longo em que são necessárias séries de dados meteorológicos com medidas locais a fim de avaliar com maior precisão a densidade de potência eólica da região. No entanto, a escassez de dados meteorológicos de superfície ou de ar superior no Brasil e os custos para a implantação e operação de um sistema de aquisição de dados por um período suficientemente longo tem sido considerado uma barreira para o crescimento do setor. Como alternativa para suprir esta carência de dados, a modelagem atmosférica vem sendo empregada. Porém esta metodologia está limitada em função dos recursos computacionais que restrigem a resolução temporal e espacial dos dados gerados. Dessa forma, as variáveis meteorológicas são representativas para uma determinada área (pontos de grade), os processos físicos podem ser mal simulados em razão da adequação das parametrizações adotadas para executação do modelo. O modelo atmosférico BRAMS (Brazilian Regional Atmospheric Modeling System) incorpora adequações na modelagem física com o intuito de representar da forma mais acurada os processos físicos da região tropical em que o Brasil está localizado. Este trabalho mostra os resultados de um estudo comparativo entre a velocidade do vento medida em duas torres anemométricas situadas nas regiões costeira e agreste do estado de Alagoas (Nordeste do Brasil) com as simulações obtidas a partir do modelo BRAMS executado com duas resoluções horizontais diferentes (8x8km e 2x2km) para os meses de maio (período de chuvas) e novembro (estação seca) de 2008 e adotando diferentes parametrizações de camada limite, convecção, microfísica de nuvens e radiação.
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