A Educação Ambiental (EA) se institui como uma forma ampla de educação, que intenciona engendrar conceitos e consciência crítica sobre as questões socioambientais, de modo a disseminar a compreensão sobre o meio ambiente e cidadania. Diante de um cenário de consumo exacerbado de recursos naturais, emissões de poluentes entre outros agravos ao meio ambiente e ao nosso planeta, mostra-se de grande relevância a abordagem sobre o tema envolvendo estudos e pesquisas que promovam a inserção da Educação Ambiental na sociedade, enfatizando seu papel nos processos de transição e/ou transformação para condições e cenários sustentáveis. O objetivo desta pesquisa é contribuir para o entendimento do lugar dos processos baseados em Educação Ambiental, em especial processos baseados em abordagens bottom-up, descentralizados e territorializados, dentro do emergente campo das ciências da transição/transformação para a sustentabilidade. Para realizar este estudo optou-se pela revisão sistemática por escopo (Scoping Review), por meio da construção e aplicação de um protocolo (PRISMA), que contempla etapas quantitativas e qualitativas. Para tal, foram utilizadas as bases de dados científicos Web of Science (Clarivate), Scopus/Science Direct (Elsevier) e o Google Scholar. As buscas permitiram identificar e reconhecer a abrangência do universo da produção científica no campo das ciências da transição/transformação para a sustentabilidade, que embora diverso, ainda é restrito em número de publicações e em nítido processo de construção. Foi possível encontrar um total de 419 publicações, sendo a primeira realizada no ano de 1990. A partir dos anos de 2020 a 2022 nota-se um crescimento do interesse no campo. O subconjunto desde universo que se relaciona com processos baseados em educação ambiental (e termos derivados ou variações) é ainda mais limitado, com apenas 50 publicações. Destas destacam-se alguns centros emergentes, como EUA, Austrália, Canadá e Alemanha. Os resultados (ainda em refinamento) indicam oportunidades de aproximação e retroalimentação teóricas, conceituais e metodológicas entre os campos, com potenciais desdobramentos produtivos para os processos de enfrentamento das mudanças ambientais globais, dos crescentes e centrais desafios climáticos, e para o fortalecimento de estratégias de transição para a sustentabilidade.
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