O trabalho avalia a evolução espacial e temporal de informações socioespaciais para os nove municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS), São Paulo, sob a ótica da política. Se o mote da criação dessa região metropolitana foi o intenso e rápido processo de metropolização, com consequências variadas para a população e ambiente englobando desde o crescimento da renda e do emprego até processos de segregação socioespacial hoje, enquanto Região Metropolitana legalmente instituída, a Baixada Santista enfrenta dilemas que devem ser discutidos no seu conjunto. No mesmo horizonte de expansão dos serviços e investimentos convivem disputas de diversos atores, pelo uso do territorio, em um contexto de metropolização parcialmente consolidado. O período analisado (última década) revela que as diferenças entre municípios têm se ampliado, fato que atesta que os princípios de solidariedade e coesão que deveriam nortear a RMBS não estão sendo cumpridos. Este trabalho integra o projeto temático FAPESP 2008/58161-1, que visa avaliar impactos e vulnerabilidade de setores brasileiros às mudanças climáticas globais.
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