A decomposição de matéria orgânica libera o metano (CH4), composto com destacado papel na regulação da temperatura do planeta. Este trabalho apresenta resultados preliminares da emissão deste gás na região aonde será instalada a usina hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, projeto fomentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL. Duas campanhas foram realizadas como ensaio preliminar do método empregado no projeto: uma em lagoa natural, utilizada para o abastecimento do INPE de Cachoeira Paulista, e outra na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, que é uma lagoa costeira que sofre interferências antrópicas. Em todos os lugares foram efetuadas coletas em diferentes pontos das lagoas, na jusante e montante do rio Madeira/RO. As amostras foram analisadas em laboratório por meio de análise cromatográfica. Nas lagoas as medidas de emissão de metano para a atmosfera apresentaram fluxos médios próximo de 50 mgCH4m-2d-1, indicando que elas são emissora deste gás com valores próximos entre elas mesmo com suas diferentes características. Já no rio Madeira, os valores dos fluxos obtidos a montante foram altos e tem valores maiores que a jusante. Uma das justificativas é a grande quantidade de sedimentos e uma quantidade pouco comum de material flutuante: galhos de árvores, folhas e mesmo grandes troncos. A deposição contínua de sedimentos carreados pelo rio, misturados a restos vegetais, constituiu uma ótima fonte para a produção de metano. E a turbulência da água também tem um papel importante na emissão de metano dos corpos d’água. Algumas variáveis que podem afetar as emissões de metano, como a pH, temperatura, oxigênio dissolvido foram medidas.
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