O aumento nos índices de poluição decorrentes de processos de origem antrópica, que contribuem para o aumento das concentrações de dióxido de carbono (CO2) lançado diariamente na atmosfera, resulta no aumento da temperatura da Terra mais conhecido como efeito estufa. Através do ciclo do carbono, parte desta concentração de CO2 lançados na atmosfera é absorvida pelos oceanos e dissolvida em corpos de água. Por esta razão, através do estudo destes corpos de água, pode-se desenvolver uma avaliação de algumas variáveis ambientais, como demanda química de oxigênio (DQO), demanda bioquímica de oxigênio (DQO), carbono orgânico total (TOC) e etc. No campus do INPE, em Cachoeira Paulista, as edificações ocupam pequena proporção da área, a qual é coberta por ampla superfície de vegetação em recomposição, plantações de espécies lenhosas exóticas de diferentes idades, além de áreas degradadas devido principalmente à pecuária realizada por antigos proprietários e por incêndios ocorridos eventualmente na região. Nessa área, será implantado em breve um projeto de recuperação da cobertura vegetal em uma bacia hidrográfica. Desta forma, é importante realizar um estudo sobre a qualidade das águas superficiais na área como um todo, antes da escolha da bacia a ser recuperada. Com base nessa premissa, é pertinente estudar o carbono total em solução nessas águas. O objetivo desta proposta é realizar um levantamento da quantidade de carbono total dissolvido nos corpos de água no campus do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), localizado em Cachoeira Paulista SP, com a utilização da técnica de carbono orgânico total (TOC), utilizando as facilidades disponíveis no Laboratório de Aerossóis, Soluções Aquosas e Tecnologias (LAQUATEC), o Shimadzu TOC-Vcph/cpn. O método a ser utilizado para a análise de TOC será o método direto, no qual TOC será obtido pela concentraçãos do carbono orgânico não purgavel/volatil (NPOC), independentemente da concentração do carbono inorganico. Primeiramente, o ácido clorídrico é adicionado à amostra para converter o carbono inorgânico em CO2 para retira-lo da amostra (fenômeno sparging). O NPOC permanece na amostra e é submtido a uma combustão catalítica á 680 °C, para fornecer o NPOC na forma de CO2 gasoso.Este gás é resfriado e levado a um desumidificador (purificador de halogênio) e posteriormente para dentro da célula do detector (NDIR), no qual, o sinal detectado pelo NDIR formará um pico, onde sua area será proporcional à concentração de NPOC na amostra. Através destas análises será elaborado um protocolo para o mapeamento da concentração de carbono em águas de rios, auxiliando na escolha de uma das bacias hidrográfica para a sua recuperação pela CCST (Centro de Ciência do Sistema Terrestre).
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