O bioma da Caatinga no Brasil é notável por seu clima semiárido e pela presença de vegetação adaptada às condições de escassez de água. A degradação do solo é um desafio de grande magnitude nessa área, comprometendo a sustentabilidade da população local e exercendo impactos sobre os ecossistemas circundantes. O objetivo geral deste trabalho é analisar de forma espacial a degradação da terra em regiões de pastagem e sua interação com o uso da terra, cobertura vegetal e pressões humanas indiretas, com objetivos específicos de investigar os dados químicos de solos em áreas de pastagem e comparar parâmetros socioeconômicos, políticos e ambientais com informações relacionadas ao solo. A abordagem metodológica adotada envolveu a análise comparativa de dados secundários e a interpretação das paisagens por meio de fotografias, combinando-os com informações sobre teor de carbono orgânico e nitrogênio em solos coletados tanto em áreas degradadas quanto não degradadas na região dos municípios de Petrolina/PE e Queimadas/PB. Também foram realizados testes de significância para conferir se os dados são divergentes entre eles. O estudo realizado em Petrolina revelou que o Carbono Orgânico e a Proporção C/N foram mais elevados no grupo com cobertura vegetal, enquanto o Nitrogênio apresentou valores maiores no grupo sem cobertura vegetal. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre esses grupos. Ao comparar com outro estudo, as áreas classificadas com “Degradação Baixa, Moderada e Misturada” mostraram os maiores resultados em Carbono Orgânico, sendo estatisticamente significativo. Já na região de Queimadas, o Carbono Orgânico, Nitrogênio e Proporção C/N foram mais altos no grupo com cobertura vegetal, com diferenças significativas observadas para o Carbono Orgânico. Embora as áreas “Conservadas” tenham apresentado maiores valores para todas as variáveis, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas. Na comparação entre áreas “Não Conservadas” com e sem Pastagem e Agricultura, as últimas mostraram os maiores valores, mas sem diferenças estatisticamente significativas. Quando se trata de degradação, as áreas “Não degradadas” apresentaram valores mais altos em Carbono Orgânico e Proporção C/N, sendo estatisticamente significativo para o Carbono Orgânico. Comparando com outro estudo, as áreas classificadas com “Degradação Baixa” em Queimadas mostraram os maiores resultados em Carbono Orgânico e Proporção C/N, com diferenças significativas. A análise dos dados de Petrolina mostra que a cobertura vegetal está relacionada aos níveis de Carbono Orgânico, Nitrogênio e Proporção C/N do solo, com valores mais altos nas áreas com vegetação. O estado de conservação influencia os teores de Carbono Orgânico e Nitrogênio, especialmente em áreas de pastagem. Na degradação, diferenças significativas foram observadas em Carbono Orgânico e Proporção C/N entre áreas degradadas e não degradadas. Em Queimadas, padrões semelhantes foram observados, com áreas conservadas mostrando valores mais altos para todas as variáveis. A presença de degradação baixa está associada a maiores valores de Carbono Orgânico e Proporção C/N.
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