O desenvolvimento de tecnologias de produção de energias renováveis faz parte das estratégias de mitigação das mudanças climáticas. Segundo a Organização das Nações Unidas, até 2030, é preciso reduzir em até 45% as emissões de gases de efeito estufa e, por esta razão, é preciso desenvolver a matriz energética para uma produção com menos emissões. No Brasil, de acordo com o Balanço Energético Nacional de 2021, divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética, cerca de 82,9% da energia elétrica consumida já vem de fontes renováveis e, por este motivo, as tecnologias renováveis podem ter um desafio maior ao defender suas vantagens competitivas no setor como um todo. Com o objetivo de verificar as estratégias que os atores da tecnologia eólica desenvolvem no setor, esse trabalho busca identificar quais temas e categorias foram propagadas e quais atores foram mais ativos no debate sobre a implementação da tecnologia eólica no ano de 2022. A hipótese investigada é de que a categoria sustentabilidade e descarbonização é a mais propagada no debate, considerando principalmente os atores diretamente vinculados à tecnologia eólica. O método utilizado foi análise de conteúdo e análise de rede, baseado no software Discourse Network Analyser. As categorias de análise foram pré-definidas baseado na literatura científica sobre transição energética. A fonte de dados para visualização dos discursos foram notícias de jornal provinda dos jornais de maior circulação no país. Foram encontradas 532 notícias relevantes e 234 aptas para categorização segundo critérios definidos pela equipe de análise. Como resultado encontramos a categoria competitividade como a mais propagada pelos atores da tecnologia eólica e a categoria descarbonização e modicidade tarifaria pelos atores do governo. Contribuímos para discussão com a literatura sobre transição energética ao revelar que estratégias dos atores de tecnologia eólica não estão concentrada exclusivamente em critérios de sustentabilidade ou descarbonização, o que pode ser um ponto de alerta para futuras investigações sobre o papel do mercado na aceleração ou no retardamento da transição.
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