Este estudo tem por objetivo interpretar o território paulista da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul a partir dos índices de saneamento básico e qualidade das águas dos corpos hídricos . Para isso, se utiliza dos critérios de luminosidades definidos por Santos e Silveira (2005) e dados sobre o esgotamento sanitário do SNIS e do IBGE, e os explica à luz dos contrastes demográficos e sanitários existentes no território. Esses contrastes ficam mais evidentes quando apresentados os índices de atendimento em saneamento básico e os volumes de esgotamento sanitário, tratados ou não, que atingem os corpos hídricos da Bacia Hidrográfica. Aspectos estes que são indicativos de forte desalinhamento entre as políticas públicas adotadas e a real necessidade de investimento na infraestrutura sanitária, considerando as peculiaridades em cada localidade. Por fim, traça um paralelo entre o cumprimento da Agenda 2030, neste caso representada pela ODS 6, e os municípios que se encontram mais vulneráveis em relação à qualidade da água de seus corpos hídricos, propondo um realinhamento nos investimentos àquelas localidades que estão aquém das metas estabelecidas pela Agenda.
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