Após a Revolução Industrial o mundo presenciou um grande crescimento de centros urbanos. Êxodo rural, crescimento acelerado e descontrolado são ações que fazem parte desse contexto. Com a formação de grandes centros urbanos surge o conceito de ilha de calor urbano, um efeito colateral desse crescimento. O presente estudo parte da hipótese de que o crescimento urbano traz como consequência o aumento dos eventos extremos de tempo e clima e desta forma podem influenciar na frequência de descargas atmosféricas. Desta forma, o objetivo deste estudo é analisar as descargas atmosféricas nas três maiores regiões metropolitanas do estado de São Paulo, no período de 2012 a 2021, bem como sua relação com a temperatura de superfície, além de possíveis relações com a elevação do terreno. Os dados de descargas atmosféricas são provenientes da rede Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas, de temperatura do solo da United States Geological Survey e os dados de elevação do terreno. Através das análises foi possível observar a distribuição de descargas elétricas através do estado e a sua correlação visual com as ilhas de calor urbanas, bem como uma possível influência do relevo.
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