Artigo, de pesquisadores e colaboradores da DIIAV/CGCT, estuda o impacto da redução da precipitação nas emissões de metano na Amazônia e seu papel no balanço global de metano.
Foto da capa: Floresta Amazônica
As concentrações globais de metano (CH₄), um dos principais gases de efeito estufa
responsáveis pelo aquecimento do planeta, voltaram a crescer de forma acentuada após
um período de estabilidade entre 2000 e 2007. Visando entender o papel da Amazônia nas
emissões globais de metano e se a floresta está ou não acompanhando a tendência mundial
de aumento das emissões de metano, este estudo foi desenvolvido. O trabalho foi baseado
em perfis verticais na Amazônia, em diferentes regiões: noroeste (TAB_TEF_CZS),
nordeste (SAN), sudoeste (RBA) e sudeste (ALF), no período de 2010 a 2023. A região
noroeste (TAB_TEF_CZS) é a região com a maior taxa de crescimento durante os 14 anos
de estudo, estando acima da média global. As outras três regiões (SAN, RBA e ALF)
possuem taxa similar à global, indicando que as concentrações de metano na região
Amazônica estão acompanhando a tendência global de aumento das concentrações de
metano. A análise dos perfis verticais revelou um enriquecimento próximo à superfície,
especialmente nas regiões ao norte da Amazônia (SAN e TAB_TEF_CZS). Identificamos
sazonalidade relacionada a diferentes processos de emissão nas estações chuvosa e seca,
com picos de emissão de origem biológica na estação chuvosa e picos de emissão por
queima de biomassa na estação seca. Além disso, observamos que a precipitação anual
acumulada reduziu ao longo dos 14 anos de estudo, levando à menor disponibilidade de
água e de áreas alagadas, consideradas as principais fontes de emissão de metano na
região Amazônica. Os 14 anos de estudo mostraram que a Amazônia é uma importante
fonte de metano, sendo responsável por a 7% das emissões globais de CH4 e 11% das
emissões tropicais.
Link para o artigo: https://doi.org/10.1016/j.atmosenv.2026.121860
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