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Pesquisadores do INPE alertam sobre mudanças climáticas globais

Documento técnico produzido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) chama a atenção para as evidências físicas das mudanças climáticas globais e afirma que estas são robustas e suficientes para atribuir a influência humana no clima global. O texto, intitulado “O Brasil e as mudanças climáticas”, também explica como a ciência determina as causas das alterações observadas no planeta.

O documento foi entregue pelo diretor do INPE, Ricardo Galvão, ao ministro Marcos Pontes (MCTIC), e aborda as consequências de se negar a existência de um processo tão crítico. Também mostra que o combate ao aquecimento global não desvia atenções e recursos das emergências reais, e salienta que o Brasil tem potencial e características importantes para ser “referência no desenvolvimento equilibrado com o ambiente, na produção massiva de energias renováveis, nos produtos da biodiversidade e na agricultura com impacto reduzido ao meio”.

“Esta minuta apresenta contrapontos gerais aos argumentos apresentados pelo Sr. Luís Carlos Molion e colaboradores na Carta aberta ao Ministro de Estado do Meio Ambiente, Sr. Ricardo de Aquino Salles, de 09/03/2019”, afirmam os pesquisadores titulares do INPE Thelma Krug (vice-presidente do IPCC), Jean Ometto (coordenador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE e vice-coordenador da Rede Clima), Luiz Aragão (chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto do INPE) e Lúbia Vinhas (coordenadora geral de Observação da Terra do INPE), autores do documento.

Para os cientistas, o ponto de discussão atual não é mais se as mudanças climáticas são causadas ou não pelos seres humanos, e sim que o clima está mudando e seus impactos atuais e futuros afetam e continuarão afetando diretamente a humanidade.

Acesse a íntegra do documento “O Brasil e as mudanças climáticas”

Fonte: Assessoria de Comunicação do INPE

Figura da capa: Modelos forçados com causas naturais e naturais + antrópicas. As observações na linha preta são melhor modeladas quando se consideram as duas causantes.