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Publicado em: 10-11-2017

Sorocaba aposta na redução de emissões no setor de transporte para vencer o Desafio das Cidades pelo Planeta



O mundo é urbano. Hoje, mais de 50% da população global vive em cidades, espaços responsáveis por mais de 70% das emissões de carbono. Embora impressionante, esse número tende a crescer: até 2050, é esperado que os moradores desses centros passem de 3.5 para 6 bilhões. Embora os problemas decorrentes de um incremento na demanda por alimentação, bens de consumo e energia coloquem pressão ainda maior no uso da terra, água e clima, a boa notícia é que existem soluções de adaptação e mitigação, e elas estão nas cidades.

Sorocaba, em São Paulo, é um bom exemplo. Ela é um dos dez municípios brasileiros participantes do Desafio das Cidades pelo Planeta (One Planet City Challenge, ou OPCC, em inglês). Criado pelo WWF para ressaltar as soluções criativas desenvolvidas por governos locais em todo o mundo rumo a uma economia de baixo carbono, além de premiar e reconhecer as cidades que entregam os maiores esforços e resultados em áreas como construção sustentável, transporte e energia, o Desafio convida municípios a reportar suas ações climáticas ambiciosas e inovadoras. No biênio 2017/2018, 30 países participam do concurso.

No setor de transportes, Sorocaba tem uma série de iniciativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Os transportes movidos a propulsão humana ganham destaque com o Integrabike, sistema de aluguel de bicicletas compartilhadas. Destinado a usuários acima de 18 anos, o aluguel de uma das 200 bikes espalhadas por 25 estações pode ser feito com qualquer cartão municipal de transporte e permite a integração de modais. Atualmente, a cidade tem mais de 120 quilômetros de ciclovias, concentradas na zona norte, principalmente.

O Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade (PDTUM), por sua vez, é uma ferramenta para planejar e gerenciar o sistema de circulação de Sorocaba, e deve guiar os investimentos públicos e parcerias público-privadas em uma perspectiva de médio e longo prazo. De acordo com a prefeitura local, a intenção não é apenas pensar em veículos, mas também em acessos democráticos para os espaços urbanos e meios não-motorizados.

“O principal objetivo será priorizar o cidadão no cumprimento de seus desejos e necessidades, melhorando as condições gerais de deslocamento em áreas urbanas”, explica o texto reportado no Registro Climático Carbonn, plataforma oficial do Desafio das Cidades e gerida pelo ICLEI, parceiro global do concurso. Para completar suas ações na área, Sorocaba acrescentou pela primeira vez na história carros híbridos à sua frota de táxis.

Já no setor de energia, a cidade paulista aprovou a Lei 11.493, de 1 de março de 2017, que incentiva o uso de carros elétricos ou hidrogênio. Como? “O incentivo ao uso dos veículos descritos no artigo poderá ser conferido pelo Poder Público Municipal mediante devolução da quota-frete do IPVA, arrecadada pelo Município em função da tributação incidente nos veículos”, explica o texto da Lei, que está em fase de regulamentação.

Na intenção de expandir o plantio de árvores e melhorar a convivência em espaços públicos, a prefeitura municipal criou novos parques e praças. Com isso, há maior harmonia na paisagem urbana e valorização dos bairros, além de promover a prática esportiva. O processo de reflorestamento está em consonância com o Plano Diretor de Desenvolvimento Físico Territorial de Sorocaba, criado em 2004 e revisto em 2007.

Agora, um júri internacional de notáveis avaliará o reporte de todas as cidades participantes do Desafio das Cidades pelo Planeta para escolher as três finalistas de cada país.

(Foto da chamada: Reprodução/WWF Brasil/Divulgação)

* Publicado em: WWF Brasil