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INCT para Mudanças Climáticas

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC) é uma abrangente rede de pesquisas interdisciplinares em mudanças climáticas e se embasa na cooperação de 90 grupos de pesquisa de 108 instituições e universidades brasileiras e 18 estrangeiras. Envolve mais de 400 pesquisadores, estudantes e técnicos, constituindo-se na maior rede de pesquisas ambientais já desenvolvida no Brasil.

Os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia foram criados em 2008 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). São financiados pelo CNPq, pela Capes e, no caso daqueles sediados no Estado de São Paulo, pela Fapesp. Ao todo, são 122 INCTs em 17 estados brasileiros, cobrindo a maior parte das áreas da Ciência e Tecnologia.

O INCT para Mudanças Climáticas está sediado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(INPE), em São José dos Campos, SP, e opera estreitamente vinculado a outras redes de pesquisa em mudanças climáticas. Em primeiro lugar, está diretamente associado à Rede CLIMA(Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também está associado a vários programas de pesquisa em mudanças climáticas, em particular ao Programa FAPESP Mudanças Climáticas.

 

Missão

O INCT para Mudanças Climáticas visa implantar e desenvolver uma abrangente rede de pesquisas interdisciplinares em mudanças climáticas, contando com a cooperação de vários grupos de pesquisa do Brasil e do exterior e constituindo-se na maior rede de pesquisas ambientais já desenvolvida no Brasil.
Tem por missão o desenvolvimento de uma agenda científica que possa fornecer ao país condições ótimas para desenvolver excelência científica nas várias áreas das mudanças ambientais globais e sobre suas implicações para o desenvolvimento sustentável, principalmente quando se leva em consideração que a economia de nações em desenvolvimento é fortemente ligada a recursos naturais renováveis, como é marcantemente o caso do Brasil.

Visão

Produzir informação científica de alta qualidade para direcionar a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas futuras relevantes para o Brasil.

 

 

Objetivos e Estrutura

O principal objetivo do INCT para Mudanças Climáticas é produzir informações relevantes e com elevado nível de qualidade para: (i) detectar mudanças ambientais no Brasil e América do Sul e atribuir causas às mudanças observadas (aquecimento global, mudanças dos usos da terra, urbanização etc.); (ii) desenvolver um modelo do Sistema Terrestre para gerar cenários de mudanças ambientais globais e regionais, particularmente cenários em alta resolução espacial de mudanças climáticas e de usos da terra; (iii) estudar os impactos das mudanças climáticas e identificar as principais vulnerabilidades do Brasil nos seguintes setores e sistemas estratégicos: ecossistemas e biodiversidade, agricultura, recursos hídricos, saúde humana, cidades, zonas costeiras, energias renováveis e economia); e (iv) desenvolver técnicas e metodologias de mitigação.

Em parceria com a Rede Brasileira de Mudanças Climáticas (Rede CLIMA), o INCT para Mudanças Climáticas contribui como pilar de pesquisa e desenvolvimento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas. O INCT para Mudanças Climáticas está estruturado em três eixos científicos e um eixo tecnológico:

1. A base científica das mudanças ambientais globais

2. Estudos de Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade

3. Mitigação

4. Desenvolvimento de Produtos Tecnológicos

 

Histórico e Premissias

 

Pesquisa de opinião (veja figura abaixo) realizada no âmbito da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (2010), de forma surpreendente, coloca mudanças climáticas como terceira área de maior interesse da população brasileira em ciência, logo a seguir agricultura, em segundo, e remédios e tecnologias médicas, em primeiro. Isto é consistente com pesquisas de opinião anteriores sobre mudanças climáticas, as quais colocam o brasileiro como um dos mais interessados e preocupados do mundo com relação ao tema.

Deste modo, é natural que a comunidade científica, parte que é da sociedade, tenha crescente e rapidamente se envolvido com o tema no Brasil. A participação brasileira na produção de novos conhecimentos sobre mudanças climáticas em periódicos indexados, entretanto, ainda está abaixo da média brasileira (de 2% em 2007), respondendo por aproximadamente 1,5% dos artigos em mudanças climáticas (período de referência de 2002-2007). Mas, mesmo este índice reflete um grande crescimento em relação ao quinquênio anterior (1997-2001), quando contribuir com somente 0,5%.

Em realidade, estes números refletem o relativamente recente desenvolvimento das ciências das mudanças ambientais globais no país. O grande interesse internacional sobre a Amazônia direcionou grande parte dos esforços desde a década de 80 para pesquisas naquela região. Até o final dos anos 90, normalmente as iniciativas de pesquisa partiam de grupos de fora do país, como, por exemplo, os experimentos micrometeorológicos, de química atmosférica, de interação biosfera-atmosfera, em parceria com a Grã-Bretanha e EUA. Estes experimentos do início dos anos 90 até meados dos anos 90, serviu de importante escola e oportunidade de realização de pesquisas de qualidade internacional. Isto permitiu o grande salto que foi a liderança no planejamento e implementação pelo Brasil do Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), a partir de 1998, considerado o maior estudo científico realizado em área tropical do planeta e que serviu para a formação científica de mais de 250 mestrados e doutores brasileiros. O LBA gerou uma rede efetiva de colaborações científicas nacionais e internacionais.

Já nos anos 2000, o interesse por desenvolver pesquisas aplicadas que orientassem políticas públicas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, fez surgir uma nova rede de pesquisas, o GEOMA, constituído de instituições brasileiras e com estreita colaboração com a rede do LBA. Ao mesmo tempo, estava em franco desenvolvimento no Estado de São Paulo uma rede de pesquisa voltada para estudos da biodiversidade–o programa BIOTA-FAPESP. Nos últimos três anos, a densidade de programas de pesquisa sobre mudanças climáticas atinge outro patamar, com a criação da Rede de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas (Rede CLIMA), do Programa FAPESP Mudanças Climáticas Globais e programas estaduais de pesquisas no Amazonas, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Desta maneira, o INCT para Mudanças Climáticas é formado a partir destas redes de pesquisa anteriores, e dá prosseguimento a linhas de pesquisa destas redes e colabora diretamente com as atuais, como a Rede CLIMA e o Programa Fapesp Mudanças Climáticas, além de abrigar relevante esforço para a continuidade do LBA. Portanto, a geração de conhecimentos deste INCT deve ser encarada como continuação em sincronismo com pesquisas iniciadas por todos estes outros programas, onde ser vai buscar um nível maior de integração interdisciplinar entre os resultados das pesquisas.

percepcao

Comite Gestor

Carlos A. Nobre, CAPES, coordenador

Carlos Garcia, FURG

José A. Marengo, CEMADEN, vice-coordenador

Luiz Pinguelli Rosa, UFRJ

Mercedes Bustamante, UnB

Paulo Artaxo, USP

 

Comite Científico

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Subprojetos: 

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