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ELAT (BrasilDAT)

A BrasilDAT é uma rede de detecção e monitoramento de descargas atmosféricas que atingem o solo, conhecidas como descargas nuvem-solo, ou que ocorrem dentro das nuvens. Terceira maior rede do mundo e a maior da região tropical do planeta, a BrasilDAT é operada pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Inpe, em São José dos Campos (SP), efoi criada em agosto de 2011. Conta com 70 sensores espalhados pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil.

A BrasilDAT registra instante e localização precisa do ponto de impacto e características físicas – como intensidade e polaridade – das descargas que atingem o solo. Já no caso das descargas intranuvens, são fornecidos o instante preciso e a localização média de ocorrência na atmosfera.Os dados são obtidos por meio dos sensores, que detectam a radiação eletromagnética emitida pelas descargas, também conhecidas como relâmpagos, na faixa entre 10Hz e 10 MHz. As informações são analisadas com o uso de algoritmos específicos, eliminando aquelas que não tenham origem nas descargas atmosféricas.

Cada sensor envia os dados obtidos a uma central de processamento, no qual são calculados os parâmetros de cada descarga. Essas informações são armazenadas em bancos de dados específicos, o que permite consultas às soluções determinadas em tempo real e o reprocessamento de dados com diferentes padrões de configurações e diferentes combinações dos sensores. O resultado desse trabalho permite o desenvolvimento de ferramentas de monitoramento e previsão de raios em todas as regiões do Brasil.

Nas regiões onde há sensores instalados, as descargas nuvem-solo são detectadas por meio de ondas LF e VHF, com eficiência de 90% e precisão menor de 1 km. Na região Norte do país, os relâmpagos são detectados por meio de ondas VLF, com eficiência de 50% e precisão menor de 10 km.

O ELAT realiza esforços por meio de parcerias com governos e instituições privadas para que sensores também sejam instalados no Norte do país, região que vem ganhando a atenção com a construção de novas usinas hidrelétricas. A expectativa é a de que os primeiros equipamentos sejam colocados nessa região até 2015.

Redes de detecção de descargas atmosféricas estão presentes em 120 países do mundo e geram informações usadas por mais de 5 mil instituições. Esses dados alimentam serviços de meteorologia, diversos setores da engenharia e atendem a demandas do setor elétrico e agropecuário. Também ajudam a salvar vidas ao possibilitar previsão e monitoramento dos raios.Estima-se que os dados gerados por esses sistemas reduzam em até 20% os prejuízos causados pelas descargas atmosféricas.No Brasil, o ônus dos raios chega a R$ 1 bilhão por ano.