Brasil destaca energia renovável na Rio+20


Crescimento econômico brasileiro é baseado em energia limpa

O governo federal vai mostrar na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que o crescimento econômico brasileiro é baseado em energia limpa e renovável, produzida por usinas hidrelétricas e biocombustíveis. Cerca de 45% da energia usada no País para fornecimento de energia elétrica e como combustível para automóveis e máquinas é renovável, enquanto a média internacional do uso de fontes renováveis é 13%. “Um percentual que nos deixa muito à frente do resto do mundo, que tem uma matriz concentrada em fontes fósseis e físseis de energia. Ou seja, em energia de carvão, petróleo ou energia nuclear”, disse a presidenta Dilma Rousseff, no programa de rádio Conversa com a Presidenta.

Dilma destacou que o Brasil tem importantes iniciativas a apresentar na Rio+20 na área da energia renovável, especialmente no uso de combustível para transporte, o etanol. Segundo a presidenta, vans que estão transportando as delegações estrangeiras durante a conferência funcionam com um combustível feito com bagaço da cana-de-açúcar, desenvolvido pela Petrobras.

“Com esse novo combustível, aproveitamos melhor a cana e, com a mesma área plantada, vamos produzir 40% a mais de etanol. Mas o que é mais importante: se você pode usar o bagaço de cana para produzir etanol, você pode usar o resto de qualquer outra produção de alimentos para produzir energia.”

De acordo com a presidenta, esse novo etanol é resultado de oito anos de pesquisa da Petrobras e vai estar disponível nos postos de combustíveis brasileiros daqui a três anos. “Essa é uma experiência-piloto que nós colocamos, com muito orgulho, na Rio+20. É uma demonstração da nossa capacidade de desenvolver tecnologias em favor do meio ambiente”, disse.

Transporte de participantes é feito com etanol de segunda geração

O etanol de segunda geração da Petrobras Biocombustível está abastecendo as 40 minivans responsáveis pelo transporte dos participantes da Rio+20. Essa tecnologia aproveita o bagaço de cana como matéria-prima e permite ampliar a produção de etanol em 40% sem utilizar recursos adicionais da natureza.

Desde 2004, a empresa realiza pesquisas relacionadas ao uso de etanol de segunda geração no Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes). Os estudos, em parceria com instituições científicas e empresas de tecnologia nacionais e internacionais, apontam um rendimento de 300 litros de etanol por tonelada de bagaço seco.

Fonte: SECOM – Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal