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Publicado em: 08-06-2018

Na Semana do Meio Ambiente, WWF-Brasil faz alerta sobre o Cerrado



por Bruno Taitson | WWF Brasil

Apesar do anúncio da criação de três unidades de conservação pelo Governo Federal, o Dia do Meio Ambiente foi marcado pela preocupação da sociedade civil em relação ao futuro das políticas ambientais no país. Dezenas de projetos de lei que tramitam no Legislativo Federal colocam em risco direitos de povos tradicionais, o sistema de licenciamento ambiental e unidades de conservação em todas as regiões do país. E um dos biomas brasileiros mais ameaçados é o Cerrado.

O coordenador do programa Agricultura e Alimentos do WWF-Brasil, Edegar Rosa, fez uma apresentação na sessão solene realizada no plenário da Câmara em que destacou a importância de se conciliar produção de alimentos e sustentabilidade, e citou a situação do Cerrado nesse contexto. “Metade do bioma já foi convertido, a maior fronteira agrícola do país está aqui, todo ano perdemos 1 milhão de hectares do Cerrado”, afirmou.

Porém, o coordenador ressaltou que o Brasil já conseguiu avançar uma série de agendas que contribuem para que a agricultura siga os rumos da sustentabilidade, como o zoneamento ecológico econômico da cana-de-açúcar e políticas de Estado para reduzir o desmatamento. “Uma infinidade de dados mostra que é perfeitamente viável conciliar a produção de alimentos e a conservação ambiental”, observou Edegar Rosa.

O coordenador também participou do seminário Estratégia Nacional para o Cerrado Brasileiro, promovido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara. Durante o evento foram discutidos os principais desafios para a conservação e a recuperação do bioma, direitos dos povos tradicionais e instrumentos econômicos para promover atividades agropecuárias sustentáveis no Cerrado.

As três mesas-redondas do seminário contaram com representantes dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, pesquisadores, representantes de movimentos sociais e de organizações ambientalistas, dentre outros participantes.

Edegar Rosa mediou a mesa denominada “Plano Safra, Instrumentos Econômicos e o Agronegócio no Cerrado”. Segundo o coordenador do programa Agricultura e Alimentos do WWF-Brasil, é fundamental que o crédito rural a juros subsidiados destine um percentual maior que o atual para as práticas sustentáveis. “O Plano Safra, lançado nesta quarta-feira (6/5), dedica uma pequena parte à agricultura de baixo carbono. A maior parte, infelizmente, vai para a produção que não contempla critérios socioambientais”, analisou.

(Foto da chamada: Reprodução/WWF Brasil/Bento Viana)

* Publicado em: WWF Brasil