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Sistema Sociais e Ambientais: análise, síntese e modelagem

Objetivos

O grupo de sistemas socioeconômicos e instituições é mais novo grupo em atividade dentro do CCST, além de incursionar num campo até então pouco explorado no INPE – o das ciências sociais. Vale dizer que, apesar da relação entre as sociedades e o meio ambiente sempre terem sido uma constante, sob diversas formas no processo de formação das ciências sociais, só mais recentemente (desde os anos 70) é que vem se desenvolvendo um diálogo mais sistemático entre as novas ciências naturais (e a teoria de sistemas) e as ciências sociais.  Isto deve permitir considerar os fatores naturais não mais como “externalidades” face aos processos econômicos e sociais.  O grupo é constituído por quatro pesquisadores, dos quais dois com formação em ciências sociais – sendo um deles especializado em ecologia human -, além de um bolsista de pós-doutorado e uma bolsista de doutorado na área de geoprocessamento. Espera-se poder ainda este ano incorporar mais quatro bolsistas DTI ao grupo.

A que se propõe o projeto

A principal linha de pesquisa do grupo, na ótica do diálogo com as ciências naturais por via, principalmente, de estreita colaboração com o grupo de Modelagem de Sistemas Socioambientais, são os estudos institucionais. Instituições são sistemas de regras e normas organizadas e incorporadas pela estrutura social (Ostrom 1990). É, portanto, por intermédio das instituições que se implementam formas de gestão dos recursos e do meio natural. Duas vertentes principais se destacam assim no campo dessa linha de pesquisa:
– Estudos de Ciência & Tecnologia – como as recentes instâncias globais da ciência & tecnologia têm se constituído, qual sua relação com as esferas políticas globais/nacionais, e sua influência na constituição de políticas públicas em vários níveis (do global ao local).
– Análise dos arranjos institucionais e seu impacto nas mudanças de uso da terra: as instituições podem sofrer inflexões em decorrência de processos de negociação entre atores, dentro dos grupos e organizações sociais – e entre estes – em diversas escalas. Essas negociações, ao incidirem sobre o modo como são implementadas as normas, configuram arranjos institucionais. Tais arranjos incluem acordos ou convenções organizadas entre indivíduos, grupos de interesses, movimentos sociais, agências do Estado etc. Compactuados em diferentes escalas (da local à internacional), esses arranjos determinam o uso dos recursos naturais e a ocupação territorial, e possuem efeitos potenciais ou observáveis sobre a evolução do sistema fundiário e sobre a transformação da paisagem. Sua análise é fundamental e complementar aos esforços do grupo de modelagem de sistemas socioambientais.

Equipe

Ana Paula Aguiar
Angelica Giarolla
Diogenes Alves
Myanna Lahsen
Patricia Pinho
Pedro Andrade
Roberto Araújo
Peter Toledo
Líder:  Dr . Roberto Araujo

LUCC ME  http://luccme.ccst.inpe.br/
INPE EM: http://inpe-em.ccst.inpe.br/