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Publicado em: 14-02-2017

Mitos e tabus no país de 50 milhões de descargas elétricas por ano



Um raio dura em média, uma fração de segundo. Dois segundos para ele é “uma eternidade”, de acordo com os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais, o INPE. O Brasil é o país com maior incidência de raios no mundo, seguido pela República do Congo (35 milhões /ano) e pelos Estados Unidos (32 milhões/ano).

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Neste Caminhos da Reportagem você vai saber por que 20% das mortes por raios no Brasil acontecem dentro de casa. O que fazer quando uma tempestade nos surpreende em casa ou a céu aberto? Quando podemos estar seguros diante da possibilidade de queda de raios se eles só são percebidos depois que se conectam ao solo?
Uma família perdeu quatro parentes numa tarde em Praia Grande – litoral paulista – e conta como as vítimas caíram na praia. O preparador físico Altair Ramos até hoje não se lembra de como acordou na UTI de um hospital atingido por um raio. O raio que lançou Fernando Rufinio, paratleta de canoagem, a um metro do solo, não deixou sequelas. A lesão medular que ele tem é por outros acidentes.

Marcelo Saba e Carina Schumann, pesquisadores do INPEO fenômeno que vem das nuvens ainda é cheio de mistérios, até mesmo para físicos e engenheiros que percorrem o mundo em busca de tempestades. São obcecados pelo espetáculo luminoso que encanta e pode matar, que demanda câmera de alta velocidade para ver o que a olho nu é impossível. Cientistas e, ao mesmo tempo, caçadores de raios.

* Publicado em: TV Brasil