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Publicado em: 12-09-2018

INPE recebe alunos do exterior para desenvolver pesquisas



por Centro de Ciência do Sistema Terrestre | CCST-INPE.

Por meio do The Summer Internship Programme, alunos da Universidade de Oxford vêm até o Brasil para serem orientados em seus projetos por pesquisadores do Instituto, como foi o caso de Katherine Heath, Edward Clennett, Alexander Doran, Riccardo Soldan e Joshua Gowdy, alunos da pós-graduação de Oxford.

Katherine foi orientada pelo pesquisador Lincoln Alves, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST), e a pesquisa por eles desenvolvida foi a “Response of mosquito population dynamics to climate change in Brazil” (Resposta da dinâmica populacional de mosquitos à mudança climática no Brasil).

O trabalho é sempre desafiador, mas gratificante. “É a segunda vez que oriento os alunos desse programa e ambas foram extremamente produtivas”, diz Lincoln Alves.

Katie apresentou os resultados preliminares da pesquisa no começo de agosto, no CCST. Quando de volta a Oxford, dará seguimento ao trabalho para publicá-lo em alguma revista científica. É possível acessar o sumário da pesquisa aqui.

Kleber Naccarato, pesquisador e coordenador da pós-graduação do CCST, também orientou um dos alunos, Edward Clennett. Juntos, desenvolveram o “Estudo de ocorrência de descargas atmosféricas e campo eletrostático atmosférico de tempestades severas na região de Campinas”.

O tema é escolhido em conjunto, entre orientador e aluno, e alinhar as expectativas e objetivos é um dos desafios. “Tudo isso tem de se ajustar ao perfil do aluno que está sendo orientado e, principalmente, ocorrer dentro do limite de tempo disponível. Adaptar um trabalho de pesquisa que motive o aluno dentro do seu universo e o faça avançar é sem dúvidas um grande desafio”.

É necessário comprometimento e dedicação de todas as partes, pois é um trabalho sério que precisa ser desenvolvido em pouco tempo. Porém, a experiência é enriquecedora tanto para o orientador  quanto para o aluno. A parceria com a Universidade de Oxford torna-se importante por conta desse intercâmbio de experiências e conhecimentos. “Esse tipo de colaboração é fundamental para que novas ideias e novas maneiras de se trabalhar sejam trazidas para a pós-graduação e para o próprio CCST. Os alunos de Oxford possuem excelente desempenho e vêm para o Brasil muito motivados. Produzem muita ciência em pouco tempo e são muito focados no que fazem. Certamente é uma experiência para quem orienta”, afirma Kleber.

“Neste sentido, encorajo os demais pesquisadores do Centro nas próximas oportunidades também orientarem os alunos visitantes”, complementa Lincoln.

(Foto da chamada: Reprodução/iStock.com/apichon_tee)